sábado, 19 de março de 2011

ALERTA: Vírus HIV sofre mutação tornando resistente a medicações.

Pesquisadores, médicos e outros profissionais da área da saúde se reuniram entre os dias 27 de fevereiro e 02 de março em Boston, nos Estados Unidos, para a 18ª Conferência sobre Retrovírus e Doenças Oportunistas (CROI, sigla em inglês). Um dos destaques no evento foi o aumento no Brasil e no mundo de um tipo de HIV mais resistente ao tratamento da Aids.
Segundo a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a análise apresentada pela universidade em Boston encontrou, entretanto, algumas prevalecências bem altas no país, como em Salvador (19,1%), Santos (12,8%), Brasília (10.6%), Porto Alegre (9%) e Manaus (8,5%). Os casos de transmissão desse tipo de vírus aumentam em média 38% a cada ano.
A péssima notícia é que o novo vírus é resistente a todas as drogas conhecidas até hoje. Por isso os cientistas deram a esse monstro microscópico o nome super-HIV ou XDR — do inglês, extreme drug resistant, ou "extremamente resistente a drogas".
Essa variante do vírus tem aparecido sobretudo nos países desenvolvidos. É neles que os pacientes têm acesso aos três grandes tipos de drogas já descobertos pela ciência: nucleosídeos, não-nucleosídeos e inibidores da protease. Como o HIV é extremamente mutante, na maioria dos casos os remédios são tomados de uma só vez. O "super HIV" é resistente aos três.
Quando um portador do vírus resistente infecta alguém, ele não transmite o HIV normal, mas o super, contra o qual ainda não existe tratamento. Os cientistas trabalham nisso, mas resultados definitivos devem demorar muito tempo.

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